31.07.2025 - 17:51h
Comitiva de BC visita Biofábrica do Método Wolbachia em Joinville
Visita técnica contou também com a presença de representantes de Blumenau – cidade que assim como BC também irá implementar a tecnologia
Nesta quinta-feira (31), a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, acompanhada do secretário de Articulação Política e Relações Institucionais, Diogo Catafesta, visitou a biofábrica do Método Wolbachia em Joinville. A comitiva contou ainda com a presença do prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari, município que, assim como Balneário Camboriú, também foi contemplado para receber a tecnologia que ajuda a combater a dengue, zika e chikungunya. Acompanharam ainda a visita os vereadores de BC, Alessandro Teco e Naifer Neri.
O grupo foi recepcionado pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva; pela vice-prefeita da cidade, Rejane Gambin; e pela secretária de Saúde, Daniela Cavalcante. Joinville foi o primeiro município de Santa Catarina a implementar o método, ainda no ano passado, e agora, devido aos resultados positivos, irá expandir a tecnologia para novos bairros da cidade.
É na Biofábrica de Joinville, inclusive, que serão produzidos os “wolbitos” que serão soltos em Balneário Camboriú e Blumenau. “Desde fevereiro, quando a Fiocruz anunciou que nosso município havia sido selecionado para receber o método, estamos acompanhando os processos e todo histórico da tecnologia no Brasil e no mundo. Essa visita técnica em Joinville foi para ver in loco o trabalho”, ressalta a prefeita.
O método consiste em inserir a bactéria Wolbachia – que já está presente em cerca de 60% dos insetos – nos mosquitos Aedes aegypti, impedindo o desenvolvimento das arboviroses em seus organismos, reduzindo, assim, a transmissão das doenças. Importante ressaltar que trata-se de uma bactéria natural, que já existe na natureza, presente, por exemplo, em abelhas e borboletas. “Ou seja, é um método extremamente seguro, que não faz mal à saúde e não prejudica o meio ambiente e nem os animais”, pontua a prefeita.
A expectativa é que os primeiros Wolbitos sejam soltos na cidade em meados do mês de agosto – após meses de preparo, como a elaboração do mapa de estratificação de risco e definição das áreas prioritárias, bem como a capacitação dos agentes de combate a endemias. A soltura dos mosquitos acontecerá duas vezes por semana, por volta das 6h, em áreas mapeadas. Cabe ressaltar que os wolbitos não migram de lugar, eles permanecem nas áreas onde são soltos e não voam a mais de dois metros do chão.
“Desde que ficamos sabendo que seríamos contemplados, estamos atuando junto ao Ministério da Saúde, Fiocruz e da Wolbito do Brasil para que o método seja implementado na cidade com segurança e eficiência. Foram meses de análises e preparação técnica e agora estamos próximos da soltura dos primeiros Wolbitos, que serão um grande aliado no combate à dengue”, pontua o diretor da Vigilância Ambiental de Balneário Camboriú, David Cruz.
O método
A tecnologia do Método Wolbachia é respaldada por estudos científicos nacionais e internacionais, e já foi implementada com sucesso em diversas cidades do Brasil e do mundo, sempre com reduções expressivas nos casos de arboviroses. Em Niterói, no Rio de Janeiro, por exemplo, os mais recentes dados preliminares apontam redução de até 70% nos casos de dengue.
O método, uma ação complementar a outras de enfrentamento à dengue, é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e passou a fazer parte das políticas públicas de saúde do Brasil. Conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde, a estratégia é operacionalizada pela Wolbito do Brasil, empresa responsável pela maior biofábrica do mundo de Wolbitos. A prática é segura, natural (não envolve modificação genética), autossustentável e não traz risco à população ou ao meio ambiente.
“A Wolbachia é uma ferramenta transformadora no combate às arboviroses. O que estamos levando a Balneário Camboriú é o resultado de mais de uma década de pesquisa e validação científica, com impactos reais já observados em locais como Niterói (RJ), Campo Grande (MS) e Medellín, na Colômbia, por exemplo”, explica o CEO da Wolbito, Luciano Moreira, responsável por trazer o método ao Brasil.
Prevenção deve ser mantida
Mesmo após a soltura dos Wolbitos, a população continua tendo papel fundamental no processo, devendo manter os cuidados tradicionais contra o Aedes aegypti e colaborando com os agentes da iniciativa. A recomendação é continuar eliminando os mosquitos e os criadouros dos insetos, pois não há diferença perceptível entre o mosquito local e o com a Wolbachia.
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Texto: Kássia Dalmagro
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