21.02.2026 - 16:59h
Emasa atua com plano de contingência após ocorrência elétrica na elevatória da Praia do Estaleiro
Pane no quadro de distribuição, associada à instabilidade no fornecimento de energia, provocou extravasamento pontual; equipes técnicas atuaram de forma imediata para controle da situação e mitigação de impactos
A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) registrou, neste sábado (21), uma ocorrência operacional na Elevatória de Esgoto EE-23.7, localizada na região da Praia do Estaleiro. O episódio foi provocado por uma pane elétrica no quadro de distribuição, caracterizada por curto-circuito com danos a componentes internos, associada à instabilidade no fornecimento de energia elétrica da concessionária, com falta de fase na rede, o que impediu a entrada em operação da elevatória e das bombas, resultando em extravasamento pontual.
Assim que a situação foi identificada, por volta das 9h30, as equipes de contingência da Emasa foram acionadas e chegaram ao local ainda no início da ocorrência, iniciando imediatamente a execução do plano operacional previsto para esse tipo de situação. O quadro elétrico passou por vistoria técnica e teve seus componentes danificados substituídos, com recomposição das ligações necessárias, restabelecendo a condição elétrica da estrutura.
O diretor técnico da Emasa, Pedro Crestani, explicou que toda a atuação seguiu protocolos rigorosos de segurança operacional e ambiental. “Assim que a ocorrência foi confirmada, nossas equipes técnicas entraram em ação para recompor o sistema elétrico e conter os efeitos da falha. O quadro de distribuição apresentava danos internos, que foram corrigidos com a substituição dos componentes e a recomposição das ligações, garantindo a segurança da estrutura e das equipes”, afirmou.
Apesar da recomposição do quadro elétrico, a elevatória permaneceu temporariamente indisponível em razão da persistência da falta de fase no fornecimento de energia da concessionária e da não partida do gerador em condição de contingência. Mesmo estando com as manutenções preventivas em dia, o equipamento apresentou uma falha operacional no acionamento, o que impediu a entrada das bombas em funcionamento naquele momento. A situação resultou em extravasamento pontual, que foi mantido sob controle por meio de sucção e contenção.
Como medida imediata de mitigação, caminhões hidrovácuo foram mobilizados e permaneceram em operação contínua para sucção, contenção do extravasamento e limpeza e higienização do entorno. Aproximadamente 40 metros cúbicos de material foram removidos, com destinação adequada à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Nova Esperança, garantindo o controle da ocorrência e a minimização de impactos ambientais. As equipes da Emasa permaneceram em campo em regime de acompanhamento e monitoramento contínuo.
O diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, destacou que a resposta foi rápida, técnica e transparente. “Esse tipo de ocorrência, embora não seja desejável, pode acontecer em sistemas que operam de forma contínua. O fundamental é a resposta imediata e responsável, e isso foi feito desde os primeiros minutos, com equipes em campo, acionamento da concessionária de energia e adoção de todas as medidas necessárias para proteção ambiental”, afirmou.
Pavoni reforçou que a prioridade da autarquia foi garantir a segurança do sistema e minimizar qualquer impacto à população e ao meio ambiente. “Não houve paralisação das equipes nem omissão de responsabilidades. Os caminhões hidrovácuo permaneceram operando, houve acompanhamento técnico integral e a situação foi mantida sob controle durante todo o período”, completou.
A concessionária de energia elétrica foi acionada para atendimento técnico e normalização do fornecimento, enquanto a equipe responsável pela manutenção do gerador atuou no diagnóstico da falha de partida e na recomposição da condição de contingência. Paralelamente, a Emasa dará sequência às providências complementares, com registro de todos os protocolos e ordens de serviço relacionados à ocorrência.
De acordo com a direção da autarquia, a causa raiz do curto-circuito, apontada preliminarmente como provável descarga elétrica, assim como a falha no acionamento do gerador, seguem em apuração técnica detalhada. “Vamos aprofundar a análise técnica, emitir um relatório conclusivo e reforçar rotinas de testes periódicos, justamente para reduzir riscos de recorrência e fortalecer ainda mais a confiabilidade do sistema”, concluiu Auri Pavoni.
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Texto: Rafael Weiss
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