13.05.2026 - 17:40h
Centro de Valorização de Materiais teve aumento de produtividade no primeiro trimestre
O Centro de Valorização de Materiais (CVM) de Balneário Camboriú registrou, no primeiro trimestre de 2026, um aumento de produtividade de 46,96% em comparação com o mesmo período de 2025. De janeiro a março deste ano, 296.574 quilos foram processados pela cooperativa Renova, que atua no CVM desde 29 de dezembro de 2025.
Nos primeiros três meses do ano passado, a quantidade foi de 201.798 quilos, processados por outra cooperativa. A Renova Cooperativa de Triagem Ambiental e Inclusão Social foi habilitada em um edital de chamamento público da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, lançado com o objetivo credenciar cooperativas de catadores de materiais recicláveis para atender as demandas do CVM.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Nelson Oliveira, os dados demonstram melhoria de eficiência no sistema de triagem e reaproveitamento dos resíduos sólidos recicláveis do município.
“O aumento de quase 47% na produtividade no primeiro trimestre de 2026 demonstra que gestão, planejamento, responsabilidade e comprometimento geram resultados concretos. Mais do que números, estamos falando de impacto social, ambiental e humano. Estamos falando de dignidade para dezenas de famílias que hoje conseguem mais do que dobrar a renda que recebiam anteriormente, através de um trabalho organizado, valorizado e sustentável”, disse.
Os avanços alcançados na gestão da coleta seletiva e também da logística reversa contribuem para a redução do volume destinado ao aterro sanitário, ampliação da recuperação de materiais recicláveis e fortalecimento das políticas públicas ambientais e de sustentabilidade.
“Quando assumimos a secretaria, o CVM foi apresentado para nós como um grande desafio. E, de fato, era. Encontramos um processo extremamente comprometido, marcado por falhas operacionais, ausência de gestão eficiente e baixa produtividade. Mas iniciamos um trabalho muito sério, técnico e focado em resultados, realizando inúmeras reuniões, ouvindo as cooperativas, estruturando processos e construindo soluções coletivas. O CVM deixou de ser um desafio e passou a ser referência”, finalizou o secretário.
A Renova
A cooperativa, que conta com 27 integrantes, executa serviços de recepção, triagem, prensagem, enfardamento, armazenamento e comercialização dos resíduos sólidos recicláveis provenientes da coleta seletiva municipal.
“Para que se alcance números, é preciso ter primeiro metas, tanto de curto como de longo prazo. O primordial é a valorização das pessoas que trabalham lá. A gente trabalha em conjunto, gere em conjunto e delega em conjunto. A gente decide tudo junto e faz reuniões semanais sempre com metas para alcançar os números. Trabalhamos na forma do cooperativismo mesmo. Temos custos, como qualquer empresa, então é tudo exposto para os cooperados, os custos, as vendas, os valores. Assim todos se sentem valorizados. Porque eles sabem que a cooperativa também é deles, que a produção também é deles, e quanto mais eles produzirem, quanto mais eles se organizarem, eles conseguem ganhar mais. Então, eu acho que o diferencial é que o cooperado está se sentindo valorizado, e isso automaticamente aumenta a produção e os números”, diz a presidente da Renova, Karine Oliveira.
Sobre o CVM
Localizado no Bairro Canhanduba, em Itajaí, limítrofe ao aterro sanitário, o CVM foi inaugurado em 2024 e ocupa uma área de aproximadamente seis mil metros quadrados. É um espaço destinado à separação correta dos resíduos recicláveis, garantindo a valorização dos materiais e a correta destinação para a reinserção deles na cadeia produtiva. A implantação da estrutura colabora para o aumento do percentual de resíduos recicláveis coletados no município, via coleta seletiva regular.
Os equipamentos do CVM, que ficam em um galpão pré-moldado de aproximadamente 1.800 metros quadrados, contribuem para a otimização da produtividade e aumento da segurança da operação na etapa de separação manual, remoção de rejeitos finos, fragmentos de vidro e eventuais contaminantes orgânicos. Os principais componentes da estrutura são: moega de alimentação (garante um fluxo contínuo de materiais para a separação), peneira de discos (possibilita a remoção de rejeitos finos), esteira de triagem manual (em posição elevada, com postos de trabalho definidos, aumenta a produtividade geral) e separador magnético (remove a fração de metais ferrosos automaticamente). O CVM tem também prensas, balança, caçambas, empilhadeira, entre outros equipamentos.
Na esteira de triagem, são separados materiais recicláveis como papel e papelão, plásticos, vidro, alumínio e embalagens tipo longa vida. Os resíduos triados passam por enfardamento para posterior comercialização, enquanto os rejeitos são encaminhados para o aterro sanitário de Itajaí.
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Informações Adicionais:
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Fotos: Divulgação (vice-presidente da Renova, Antonio Nazario Júnior, e presidente da Renova, Karine Oliveira)
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